 A primeira mesa de debate do Encontro Juventude e Comunicação, realizado pela Pastoral da Juventude e pelos Centros e Institutos de São Paulo (Anchietanum, CCJ e IPJ), em preparação ao Dia Nacional da Juventude, contou com a presença do jornalista Flávio Munhoz (Comunidade Cidadã e GT juventude do Movimento Nossa São Paulo) e da jornalista Beatriz Barbosa (Coletivo Intervozes). Monopólio do pensamento único De acordo com as informações trazidas pelos palestrantes, 85% da comunicação difundida no Brasil é produzida por seis grandes grupos de comunicação. Grupos esses pautados por interesses econômicos de grandes corporações que financiam, por meio de publicidade, seu funcionamento. O processo de concentração da propriedade da comunicação vem crescendo: há dez anos atrás, o número de grupos que produziam comunicação era três vezes maior do que é hoje, isso graças aos conglomerados (gerados por grupos grandes que compram/fazem fusão com outros grupos). Essas poucas fontes de informação limitam sua transmissão em poucas visões de mundo. Esse sistema de comunicação constrói no imaginário coletivo valores e visões de mundo que alimentam uma estrutura, um jeito de organizar a vida e as relações. Essa ditadura do pensamento único perpetua problemas crônicos da sociedade, como o machismo, o racismo, a homofobia, por meio da transmissão de mensagens subliminares e criação de padrões de comportamento e beleza. Democratização da mídia e interesses econômicos dos donos dos MC Beatriz, coordenadora do Intervozes, coletivo que debate a comunicação como um direito humano, lembrou que as rádios e tvs funcionam com concessões públicas e abordou a necessidade de criar regulamentação que garantam que as empresas beneficiadas pela concessão cumpram os critérios adequados. Desde que a TV chegou ao Brasil, as mesmas empresas têm concessões. Junto com a regularização, a democratização dos meios de comunicação é uma condição para que tenham mais vozes participando da esfera pública midiática. O incentivo para que os diferentes grupos sociais produzam comunicação para fazer a disputa da opinião e cuidar da pluralidade de visões de mundo é fundamental para a construção de um outro mundo possível. O Encontro Juventude e Comunicação acontece até amanhã (domingo 28/09). Os/as jovens participam de oficinas de comunicação (Educomunicação, Internet, Fotografia, Jornalismo e Vídeo Amador) além das mesas de debates que, à tarde, contam com a presença de Jaime Patias e Frei Carlos Josaphat. Acompanhe em nosso site (ou em www.pjsp.org.br e/ou www.ipejota.org.br) os debates que acontecem ao longo da atividade e participe de nossa enquete em nossa página inicial. Leia mais:
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