 No último sábado, dia 06 de setembro, aconteceu uma etapa do Circuito Formativo promovido pelo IPJ (Instituto Paulista de Juventude). Desta vez o tema foi: “Por uma outra Comunicação”, proposto como um ponta-pé inicial nos debates em preparação ao Dia Nacional da Juventude deste ano. O grupo era pequeno, mas as discussões foram “quentes”. Assistimos o documentário “A revolução não será televisionada”, para iniciarmos a conversa. O filme trata de como as mídias (principalmente as redes de televisão) venezuelanas influenciaram na tentativa de golpe contra Hugo Chavez em 2002. Foi interessante notar que por um lado estava clara a participação das redes de televisão na tentativa de golpe, pois mostravam que o poder tinha sido transferido para a oposição política do país, e que os conflitos que levaram a isso tinham sido provocados por partidários de Hugo Chavez, o que mostra o lado manipulador da mídia. Porém, nós só tivemos acesso ao “outro lado da história” porque havia alguém filmando e produzindo o documentário, o que mostra a importância do vídeo, da produção de cinema, das novas tecnologias de comunicação. É a comunicação em diferentes mãos, com diferentes propósitos. A partir desse debate, analisamos outros conceitos relativos à análise das notícias e da comunicação: Como fazer uma análise crítica adequada dos meios de comunicação? Como as mídias pautam o agendamento daquilo que a sociedade deve discutir, e que deve estar na pauta social? Quais as técnicas usadas para apresentar as notícias, ou para mascarar a realidade através delas? Terminamos o momento formativo com uma bela oração de autoria de Dom Pedro Casaldáliga que sugere um “outro mundo possível”, através também da luta “por uma outra comunicação”. Por Márcio Camacho Da equipe do IPJ |